Diário de uma Escritora #01

Não é engraçado o quanto somos formados por fases?

O quanto somos voláteis à nossa própria existência humana, e o quanto as experiências que passamos nos moldam para um "eu" diferente em cada dia que se passa?

Ultimamente, tenho sofrido grandes saltos. Novos rumos têm sido traçados para minha vida, e na escrita não poderia ser diferente.

Atualmente, tenho duas ou três alterações para fazer no livro 03 da Trilogia Subversivo (mas sim, já está acabada e prestes a sair do forno ❤️), mas as ideias não param e cá estou eu envolvida na 70ª página de um projeto novo e diferente de tudo o que eu já escrevi!

O livro será uma fantasia dark (gênero que me esbaldei de ler em 2018/2019) e conta com personagens muito sombrios. Comecei super empolgada e com ideias ótimas de plots, mas, desde o início, tive a ideia de escrevê-lo em terceira pessoa.

E, gente, socorro. Tô empacada!

Sinto algo errado. Não sei se é porque a história está muito dark, com cenas gráficas demais e um universo mais hostil, ou se a escrita em terceira pessoa tem mesmo sido um desafio muito grande para mim. Estou dividida e morrendo de saudade do conforto de escrever como Dimitri, da minha trilogia. Foram tantos livros que, para mim, ele é mais do que real. E eu morro de saudade dele!

Assim que eu tiver novidades, atualizo esse diário de escrita.
Mas até esse novo livro ficar pronto, indico a vocês lerem minha trilogia amada e sanguinária e traiçoeira demais da conta, cujo capítulo final está prestes a ser lançado!

Para ler Subversivo, clique aqui.
Em edição física, ainda restam mínimas unidades, todas com desconto!

Bjs,

Gabriela Garrido.




Resenha: A Ordem Vermelha - Filhos da Degradação - Felipe Castilho

Olá, pessoas!

Hoje é dia de resenha de nacional ❤️

Título: A Ordem Vermelha - Filhos da Degradação
Autor: Felipe Castilho
Editora: Intrínseca

A Ordem Vermelha - Filhos da Degradação Felipe Castilho Resenha



Quis ler A Ordem Vermelha porque achei o máximo o boom que essa obra teve desde o lançamento, ainda mais sendo escrita por um brasileiro, por meio de uma editora imensa que é a Intrínseca e ligado diretamente ao maior evento de cultura pop atual (CCXP).

Na obra, conhecemos Untherak, último refúgio de sobreviventes, onde impera uma deusa de seis faces – Una, deusa imortal e soberana. Humanos, sinfos, kaorshs e outras criaturas coexistem num ambiente claustrofóbico, extremamente pobre e de profunda servidão à deusa, sem formas de se livrar da opressão. Culturas são dizimadas em prol de Una, abusos de autoridade são fatos do cotidiano e a sobrevivência da maioria é mais do que precária. Até que cinco personagens se unem, de lugares e histórias improváveis, para dar início a uma revolução.

Amei a construção do universo, rico em detalhes e nuances como toda fantasia épica deve ser. A construção dos personagens também é intensa, e há muita diversidade na obra – protagonistas homoafetivos, negros, presença feminina marcante... São detalhes muito bem escolhidos e que a diferem dos produtos padrões. Só aplaudo, porque achei tudo incrível.

Porém, tive algumas dificuldades na leitura. Muitas passagens me soaram lentas e sem propósito, e alguns diálogos me pareceram desnecessários, além de não críveis na cena que se desenrolava. O relacionamento entre os protagonistas me soou instantâneo demais, e muitos deles, que já eram adultos, tinham comportamento e fala infantis (isso me incomodou bastante). Não sei se é devido ao público-alvo da obra (talvez infanto-juvenil?), mas não consegui me conectar aos personagens justamente por estes pontos (com exceção da Raazi, achei ela e a Yanisha f*%$s). Senti, ao todo, que a obra tinha um potencial IMENSO, mas que, a meu humilde ver, não foi explorado.

Ainda assim, o pano de fundo de Untherak me conquistou. Vi tanta referências ao Brasil que fiquei encantada (capoeira, vida na favela, abuso de poder policial, corrupção etc.). Mais do que necessário, achei muito bom reconhecer que, além de uma fantasia épica, há em A Ordem Vermelha o retrato da nossa sociedade atual.

Ainda que com as reservas que fiz, indico com certeza a todos os amantes de fantasia e distopia. Precisamos prestigiar a produção da literatura fantástica nacional, gente! Torço para que se apaixonem pela degradação de Untherak, porque eu mesma, amei este universo.

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