Resenha: Flores Partidas - Karin Slaughter

Olá, pessoas!

Um hiatus considerável me afastou do blog, mas cá estou eu de novo, depois de dar tudo certo com o lançamento de Inversivo (graças a Deus 😃).

Hoje vim trazer a resenha de uma das minhas melhores leituras do ano!

Título: Flores Partidas
Autor: Karin Slaughter
Editora: HarperCollins Brasil
Ano da publicação: 2016


Comprei o livro por indicação de uma amiga, e decidi colocá-lo na lista da maratona que estou participando de Halloween. Em Flores Partidas, temos um thriller muito bem construído, em que conhecemos a ruína da família Carrol, destroçada pelo desaparecimento de Julia (a mais velha de 03 irmãs), enquanto ainda universitária.

Ninguém sabe para onde Julia foi. Não há evidências de sua morte, apenas se sabe que ela sumiu, e que isso arruinou sua família. As irmãs sobreviventes, Claire e Lydia, mal se falam. Os pais se separaram e Sam, patriarca da família, se suicidou pela dor de jamais resolver o mistério de Julia.

O livro começa, porém, com a morte de  Paul, marido de Claire (a mais nova das 03 Carrol), e com a descoberta bizarra que ela faz, ao acessar o computador de Paul.

A partir daí, os destinos de Lydia e Claire voltam a se entrelaçar, depois de anos separadas, e nós, leitores, somos apresentados a um thriller em que a face mais grotesca, pervertida e sanguinária da humanidade é mostrada.

A violência contra a mulher, nas suas mais incontáveis camadas, é retratada e denunciada na obra. Estupro, tortura, assédios sexual/moral/verbal mesclam-se a pitadas marcantes de gore e à delicadeza do sentimento humano - à depressão; à culpa; à frieza e ao choque da morte, esta em seu estado mais explícito e assustador possível.

Não entrarei em detalhes para não passar spoiler, mas Flores Partidas mexeu comigo. Não só pelas cenas gráficas, mas pela família arruinada que acabei me afeiçoando. Me doí pelas mulheres quebradas e pela reconstrução do que, antes, era uma família feliz.

Com personagens e cenas minuciosamente bem construídas, a leitura pode soar um pouco arrastada em alguns momentos, mas a grandeza da obra a supera.

Indico a leitores fãs de cenas gráficas, que buscam um thriller capaz de mexer com todos os seus sentimentos (do amor à aflição).

E você, já leu Flores Partidas?

Resenha: A Guerra da Rainha Vermelha (Prince of Fools) - Mark Lawrence

Olá, meu povo!

Que saudade que estava de postar por aqui. O lançamento de Inversivo tem me ocupado muito, mas achei um tempinho no meio desse vendaval (não há outra palavra para descrever HAHAHA) para indicar a vocês um livro incrível!

Título: A Guerra da Rainha Vermelha (Prince of Fools)
Autor: Mark Lawrence
Editora: DarkSide Books
Ano da publicação: 2017

A Guerra da Rainha Vermelha (Prince of Fools) - Mark Lawrence - resenha - darksidebooks


Como todo mundo já sabe, eu sou A Louca da Trilogia dos Espinhos. Vivo falando pra vocês lerem a saga e seguirei assim até alguma outra ser capaz de superar o TIROTEIO que foi Emperor Of Thorns (fiz resenha desse hino no blog).

Sedenta por respostas depois daquele BAILE, comecei a ler Prince Of Fools, que nada mais é do que o spin off da saga dos espinhos.

Nele, conheceremos Jalan Kendeth (Jal), neto da Rainha Vermelha e 11º na linha sucessória. A ínfima probabilidade dele herdar o trono real (até porque a Rainha já tem sua herdeira favorita) o torna um bon vivant - totalmente womanizer, endividado, mentiroso e viciado em apostas.

Contudo, após sofrer uma tentativa de assassinato por uma entidade que ele não compreende, Jal se vê obrigado a fugir da vida boa e do conforto de Vermillion, reino onde ele é tido como herói (ainda que, de fato, os acontecimentos que o nomearam dessa forma sejam totalmente aleatórios - nem ele sabe o que ele fez de tão glorioso na guerra que foi obrigado a ir, e eu ri muito disso), ao lado de Snorri, um guerreiro de origem viking, belo, imenso de grande, cheio de virtudes e totalmente o oposto do protagonista da saga.

E a bagunça começa aqui, meus amigos hahaha.

Aproveite o mundo enquanto puder, é o que eu digo. É uma filosofia bastante rasa para a vida, mas raso é o que eu tenho. Além do mais, o profundo pode acabar te afogando.

Ler esse livro foi maravilhoso. A escrita de Lawrence é aprimorada e se torna mais clara, mais cômica e descritiva na medida certa. 



O Império Destruído (pano de fundo da Trilogia dos Espinhos) continua nos seduzindo pelos mistérios de um período pós-apocalíptico/medieval, e muitos cenários e personagens da saga originária dialogam com Jal, o que eu achei incrível. Uma cena em particular tirou o meu fôlego, mas não vou dar spoiler. Se gostou da Trilogia dos Espinhos, eu lamento. Para saber, vocês terão que ler! (Risos malignos).

Adorei a diferença entre os protagonistas (Jal e Snorri), e amei assistir o quanto isso os ligava, os tornava amigos além de sobreviventes. 

Jal é um cara incrível. Safado, hedonista e medroso até os ossos, o príncipe de Vermillion tem uma autoestima invejável e o dom de nos fazer rir dele mesmo como nenhum outro protagonista que eu conheci. Ele é muito diferente do meu querido Jorg, da Trilogia dos Espinhos. Ainda assim, tão apaixonante quanto.

O final deixa um gancho delicioso para Liar's Key, o 2º livro da saga, e eu estou louca para começar a ler!

E vocês, conhecem a saga? Já leram?
Vamos conversar!

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